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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dualidade de critérios

Quem foi o árbitro de ontem?

"Ah esse pode vir...!"

Não retiro o mérito à vitória do Benfica, mas depois das expulsões de João Pereira e de Izmailov, não dá para não ficar indignado.

terça-feira, 13 de abril de 2010

13/04 - Dia Mundial do Beijo (?!)

"Ai e amanhã é o dia mundial da festinha, depois de amanhã do carinho, quinta das cóciguinhas e sexta do cafuné."

Civilização de pánucas esta.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Rescaldo

Aqui está um bom artigo, que demonstra bem o que se passou ontem em Alvalade, mas há algumas coisas que merecem comentários.
A primeira é o facto de não haver milagres, quando se joga com a defesa com que o Sporting jogou. Pedro Silva, Polga, Caneira e Abel (o único que é mais ou menos titular) é algo que ninguém esperava, nem mesmo el Kun. Fruto do quê? Azar, estupidez e...estupidez.
Azar pela lesão de Carriço, estupidez pela expulsão de Grimi e estupidez do árbitro da primeira mão pela expulsão de Tonel, porque se o expulsa por aquilo, sempre que há um sururu tem de expulsar 6 jogadores por jogo.
Eu não gosto de falar nisto, mas a verdade é que o Sporting (e Portugal em si) é considerado por entes superiores, muito pequeno para seguir em frente nestas alturas deste tipo de competições.
O Sporting, só este ano na Europa, foi prejudicado pelas arbitragens três vezes:
1- Nos dois jogos com a Fiorentina - que dava acesso à Champions
2- Em Liverpool com o Everton - que dava (e deu) acesso aos 1/8 de final da Liga Europa
3- Em Madrid, com o Atlético, que fez com que o seu defesa em melhor forma não jogasse na segunda mão - dava acesso aos 1/4 de final da Liga Europa.

Muita gente fala do facto dos sportinguistas estarem sempre a queixar-se das arbitragens, mas se eu desta vez não falar das arbitragens portuguesas (que prejudicando ou não também são sempre uma desgraça) penso que todos me poderão dar razão.
Mais razão me dão com o tema que vou abordar a seguir que é, sem sombra de dúvidas, a coisa mais ridícula que já se viu no futebol.
Mas quem é que, no seu perfeito juízo, tem a ideia de pôr mais dois árbitros ao pé das balizas, só para servir de desculpa para não aderir às novas tecnologias?! É uma decisão que tem inúmeros inconvenientes:
- O árbitro principal "relaxa" quando o lance se passa ao pé do 4º/5º árbitro, pois pensa que o mesmo está mais perto e deixa de ver as coisas como elas são - mentira!
- O 4º e 5º árbitros não fazem isto de borla.
- O 4º e 5º árbitros não se sentem confortáveis em tomar decisões fortes, mesmo que o lance se passe nas suas barbas (a não ser se a bola atravessar a linha de golo que, conclusivamente, é para isso que lá estão)
- O 4º e 5º árbitros não são respeitados por nenhum jogador
- O 4º e 5º árbitros não podem ser as pessoas mais inteligentes do Mundo e duvido que percebam alguma coisa de bola (visto estarem lá para ver se a bola passou ou não uma linha)
- O 4º e 5º árbitros "incitam" as bancadas a arremessar objectos para o relvado
- A mim irrita-me a movimentação destes gajos: 5 passos para a frente, 5 passos para trás, 5 passos para a frente, 5 passos para trás,...

Moral da história (e com todas as letras):
Oh Platini: Vai para o caralho!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Merdugal

"Agora, vou pegar numa catana e vou, à bruta, destruir todas as coisas que estejam no meu caminho, para poder avançar o mais rápido possível e chegar ao meu destino, sem percalços."


Ele é no futebol, ele é na política, ele é no zé povinho, ele é na pedofilia,(...)
Este país está mesmo feito em merda.

Mário Crespo

Artigo do Mário Crespo que o JN achou por bem não publicar, invocando que contém matéria noticiosa que carece de investigação, terminando assim uma colaboração de dois anos de crónicas.


"Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada."


"I will make them an offer they won't refuse..." A frase é com certeza daquela pessoa armada em George Clooney, que eu não sou capaz de chamar pelo nome.

Dizes bem Mário...que perigosa palhaçada.
Continuam os toquezinhos de ditador deste boiola. Culpado? Culpados são os que votaram nele, mesmo não havendo oposição de jeito.
Não há um escândalo em que esta reles pessoa não esteja enfiada e continua a eliminar todos os obstáculos que se colocam mais ou menos ao de leve no seu caminho.
Com tantos problemas para resolver duvido que haja tempo para governar o país, que é o que mais interessa.
E lá contiuamos nós a bater no fundo. Lá bem fundinho.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ah pois sou!

Este é o meu segundo clube.
Já foi o Belenenses por cá, já foi o Barcelona lá fora, já foi o Celtic por causa das cores, mas não vale a pena disfarçar mais.
Sem vergonhas, admito que este é e será o meu segundo clube.
Sim, este aqui!
O episódio do very-light e o "e salta Sherba e salta Sherba allé allé" impedem-me de não fazer parte do "maior clube do Mundo".

Podia ficar horas a escrever sobre o meu ódio a esta instituição, mas não quero ferir susceptibilidades.

Deixo apenas um artigo do DN:

"O Benfica encaixou 65 milhões de euros à custa do contrato-programa firmado com a Câmara de Lisboa, no âmbito do Euro 2004. Santana Lopes não é arguido, apesar de a PJ ter concluído que município, a que ele presidia, instrumentalizou a EPUL para financiar o Benfica.

Já Carmona Rodrigues, à data dos factos vice-presidente da autarquia, é um dos cinco arguidos constituídos durante a investigação que a PJ acaba de concluir, sob a direcção da unidade especial do Ministério Público criada para investigar o Apito Dourado. Os restantes arguidos são ex-administradores da EPUL – Empresa Pública de Urbanização de Lisboa.

O inquérito centrou-se no contrato-programa assinado, em Julho de 2002, pela Câmara de Lisboa, EPUL, Benfica e Sociedade Benfica Estádio SA. O acordo fixava os moldes da participação da EPUL na construção do novo Estádio da Luz, para o Euro 2004.

Um relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), que suportou o trabalho da PJ, apontou défices de transparência ao contrato-programa, referindo que as formas de apoio acordadas e atribuídas ao Benfica “consubstanciam verdadeiras comparticipações financeiras, concedidas por instâncias municipais”. “O contrato contrariou os normativos legais vigentes”, acrescentou a IGF, por não terem sido quantificados devidamente os encargos das entidades públicas envolvidas, em desrespeito pelos princípios da boa gestão dos dinheiros públicos. A investigação conclui que, ao aprovarem o referido contrato-programa, a Câmara e a Assembleia Municipal de Lisboa “instrumentalizaram a EPUL”, fazendo-a assumir encargos directos de 18 milhões de euros na prossecução de fins estranhos ao seu objecto social. Mas, além dos 18 milhões, o Benfica encaixou mais 47, pois o contrato-programa ainda lhe permitiu vender um terreno à EPUL e receber outro da Câmara de Lisboa (ver caixa).

Os 18 milhões referidos decorrem de dois negócios. Num deles, a câmara decidiu que a EPUL construiria 200 fogos, em terrenos seus, no Vale de Santo António, e entregaria um terço dos lucros da sua venda. O Benfica recebeu 9,9 milhões de euros, apesar de a EPUL nunca ter construído as 200 habitações. Segundo o então presidente da EPUL, Sequeira Braga, foi Santana Lopes quem definiu que seriam dados 10 milhões de euros ao Benfica, através de um projecto imobiliário da EPUL.

A outra parcela dos 18 milhões resulta do compromisso da Câmara de pagar, através da EPUL, os ramais de ligações às infra-estruturas de subsolo para o estádio. Isto valeu ao Benfica oito milhões de euros, sendo que 80% das facturas que cobrou à EPUL respeitavam a serviços de consultoria: só 20% tinham a ver com os ramais. De resto, parte das facturas tinha data anterior ao contrato-programa.

A IGF detectou ainda outra irregularidade naqueles oito milhões. Mais de um milhão era IVA, sendo que a operação em causa não estava sujeita a incidência deste imposto, por se tratar da comparticipação financeira, de uma entidade pública (EPUL), na construção de um equipamento desportivo.

Nenhuma irregularidade detectada nas facturas do Benfica foi valorizada, para efeitos de responsabilização criminal dos dirigentes do clube.

Inquirido, como testemunha, Santana Lopes assumiu que as negociações com o Benfica que conduziram à elaboração do contrato-programa foram feitas por si e pelo vice-presidente. Carmona Rodrigues, arguido, disse que o dossiê Benfica era tratado directamente por Santana Lopes. E, de resto, várias testemunhas e arguidos coincidiram na versão de que a execução do contrato-programa foi tratada ao mais alto nível, na EPUL, na Câmara e no Benfica."


Lampiões a dar dinheiro a lampiões, aceito (com um arrepio na espinha).

Sportinguistas a dar dinheiro a lampiões é inaceitável.

Para o CARALHO com esta gente!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mas porque é que quando estamos atrasados, o Mundo inteiro decide conspirar contra nós, para que nos atrasemos ainda mais?!
E porque é que uma pessoa, quando está com tempo e sem preocupações, não encontra um único obstáculo no seu caminho?!

É mais uma daquelas coisas que nos acontece a todos e nunca ninguém percebeu bem porquê.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Menos um.



Já fiz questão de frisar várias vezes a minha revolta com o Sporting de 2009/2010, mas se isto se concretiza por menos de 20/25 milhões de euros, podem contar com menos uma pessoa no estádio (pelo menos) até ao verão.
Este Czar é, ao lado de Liedson, o jogador mais influente do Sporting. É daqueles que conseguimos ver que estão algo deslocados do resto da equipa, por estar num patamar claramente acima.
Se estes rumores forem verdadeiros e o preço rondar os 8 milhões de euros, lamento mas não me vou conformar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Traffic

Fico indignado com o facto de 99% da população portuguesa baixar a velocidade na estrada de forma drástica, mal consegue avistar (bem lá ao fundo) uma gota de água.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Um novo espaço.

Depois de reflectir bastante sobre a eventualidade de criar um novo separador e consequente espaço para este "Diário do Nordeste", resolvi seguir em frente com um mural de indignações, pois quase todos os dias me revolto com pequenas coisas do quotidiano.
Este será o espaço em que o Nordeste se irá pronunciar sobre as coisas que o deixam indignado.

Fica aqui a primeira:

Fico totalmente indignado quando leio uma mensagem (ou qualquer tipo de outra escrita) de uma pessoa com a idade compreendida entre os 10 e os 15 anos, mais coisa menos coisa.
Não caro leitor, não sou um pedófilo nem faço brincadeiras menos próprias com as crianças. O que me indigna profundamente é a linguagem que as gerações a baixo das nossas usam.
Ao pé de expressões como "fófi" o tão protestado "LOL" é um Deus Grego(para quem não sabe "Fófi" é a expressão que os miúdos hoje usam para designar algo que é "fofinho").
"Fófi" é só um exemplo da forma de escrever destas novas gerações que parecem usar a letra "x" e fazem abreviaturas absolutamente patéticas. Já estou a imaginar daqui a 20 anos estes mesmos indivíduos, já a trabalhar e a trocar emails importantes cheios de x's, erros ortográficos e expressões medonhas.
Desafio todos vós a começar a educar desde já os vossos sobrinhos/primos/filhos/conhecidos que utilizem este tipo de linguagem, para que a lingua portuguesa (uma coisa tão bonitinha que para aí anda) não entre numa expiral de merdum daqueles bem puros!