Está ali. Exactamente ali e ali vai continuar. Ali teve a sua primeira experiência. Ali olha para toda a gente, com um ar frio e seco. É ali que se mantém imóvel, sem falar, sem suar. É dali que todo o mundo lhe passa ao lado. É dali que nós, pessoas comuns, o usamos. Sem que ele tenha escolha. Sem que tenha opinião. Vive enclausurado nele mesmo. Refém dos seus próprios pensamentos. E é bom que sejam bons. E é daqui que eu o vejo ali, a ele e a muitos outros como ele.
Ele é o candeeiro que está ali e esta foi a "ode" à solidão dos objectos.
Escrevo sobre uma questão que há muito me incomoda mas, sejamos sinceros, só agora tive paciência de partilhar. Há testes infalíveis. Aqui vai um, por passos:
1- Abram o vosso itunes (se não usarem itunes e ainda usarem o winamp abram-no na mesma) 2- Pesquisem pela banda KingsofLeon. (Se forem fãs, têm os seus 5 álbuns) 3- Ordenem os álbuns por ordem de preferência do melhor para o pior. (podem ouvir de novo para não terem dúvidas) 4- Resultado: Nenhum dos vossos preferidos é um dos álbuns mais recentes. 5- Façam o mesmo com TheKillers, BlocParty, ArcadeFire, ArcticMonkeys, TheKooks e TheNational.
É ou não é um teste infalível? A maioria das bandas que descrevi em cima tem um claro decréscimo de qualidade de álbum para álbum e a isso tem uma justificação: Querer vender mais. BrandonFlowers disse em tempos que queria que os Killers fossem os novos U2. Erro crasso. Lá foram tocar sons mais comerciais que resultou em merdum. Os KingsofLeon de há dois álbuns para cá que estão numa onda mais comercial. desde aí, onde andam estes senhores? Os BlocParty fazem um álbum estupendo, o outro muito bom e depois vem de lá cocó, mas cocó daqueles que nem para cheirar ao longe dá. Ao ponto de Kele, o vocalista, fazer uma (merdinha) duma carreira a solo. O que é feito de ModernLove de BlocParty, Fans de KingsofLeon, ou AllTheseThingsThat I'veDone dos TheKillers? Porque é que deixam as produtoras mexer e influenciar os seus sons em vez de ir com as suas próprias ideias até ao fim?!
Olha desculpe, era para viajar enquanto ouço música, se qué's ber. (se qué's ber é o termo que vem em substituição do se faz favor, para quem não sabe) Os Do MakeSayThink, além do nome extraordinário que têm, conseguem satisfazer-nos este pedido. À medida que vamos ouvindo a sua música, vamos pensando. Vamos pensando em tudo o que nos vem à cabeça. Coisas boas, coisas más, coisas que passaram, coisas que estão para vir. Não, não é uma banda que move multidões, nem é uma banda que agrada a todos, pois os seus sons são maioritariamente instrumentais, mas se me perguntarem se é ou não uma banda do cacete, o que é que eu respondo? Claro que sim fodasse!
Aqui fica A Tender HistoryinRust, uma música que tem contornos de magia. Uma daquelas músicas para desfrutar de olhos fechados (mas sem abichanar).
Quero porque preciso ou preciso porque quero? O querer é diferente do precisar. O querer é um sentimento frágil. O querer é algo que nos entranha na mente e nos faz tomar um rumo. O querer é um sentimento inocente. Um sentimento simples. O precisar manifesta-se através de impulsos. O precisar é um sentimento que se transforma em posse. O precisar é desonesto, complexo e sujeito a manipulaçoes. O precisar é letal. Quero tanto que preciso ou preciso tanto que quero? Nenhum dos dois. Quero, mas não preciso.
Os Playing For Change nasceram de um projecto de cariz social, que tem como conceito unir os povos através da música. A ideia foi pegar em músicos de países e raças diferentes e pô-los a cantar o mesmo som em diferentes alturas, para depois juntar tudo numa só música. Com esta ideia conseguiram a contribuição de cantores famosos, como o Bono (U2) e ManuChao. Se só a ideia em si é genial, os sons não lhe ficam atrás. Estes vídeos tiveram tanta visibilidade e força, que a organização decidiu juntar os diversos membros e fazer disto uma banda que, na actualidade, está em tour por este Mundo fora. Fica aqui o vídeo onde o criador deste projecto explica o seu conceito e fica também o seu canal de Youtube, onde poderão explorar mais coisinhas boas.
Há várias formas, tipos e sentimentos diferentes ao dar um traque.
A primeira não vem por necessidade mas sim por gozo puro. Normalmente, quando uma pessoa solta um traque aliado a este sentimento, este sai alto e bom som, seguido duma gargalhada da pessoa que soltou o gás e de um comentário cómico ("vai vescá-la!")
Outra forma de soltar um traque é aquela em que o interveniente faz um movimento indesejado pelo seu corpo e, sem querer, solta um traque que, em certas circunstâncias pode ser fatal para o seu estatuto social. Este tipo de traque é normalmente seguido de um sinal de descuido ("ups") e de uma justificação imediata ("juro que me saiu, a sério.")
Mas há muitas mais formas de dar traques. Outro exemplo é aquele em que o interveniente foi para a cama com uma pessoa com quem não está 100% à vontade. Mas depois de uma noite inteira de copos (entre eles muita cervejinha, para avivar o traque), de respirações ofegantes e de meter traques para dentro, o interveniente, se for cuidadoso, desloca-se à casa de banho para soltar o tão esperado traque. Este tipo de traque é seguido de um sinal claro de satisfação ("aaaaahhhhhhhhhhh!"). Se o interveniente não for cuidadoso pode pôr em risco futuras relações com a pessoa com quem dormiu, devido ao facto do cheiro de um traque deste tipo não ser nada agradável.
Temos ainda o traque malandro. Este tipo de traque é solto na sua maioria em locais públicos, como elevadores. O traque malandro é ninja e vem seguido de...nada. É um traque que causa um mau estar entre todas as pessoas que estão no elevador, com a excepção do nosso interveniente. Este mau estar vem de várias razões. Além do cheiro que se faz sentir, ninguém se quer sentir culpabilizado por este traque malandro. Outro dos problemas é que nada é mais desconfortável do que cheirar um traque desconhecido.
Finalmente temos o traque de surra. Este traque é aquele em que o interveninete, por exemplo, ao andar na rua, se deixa ficar para trás propositadamente para soltar o gás. Este traque é normalmente seguido por um olhar para a esquerda e direita, confirmando que ningém observou este momento de magia.